Passaram-se 79 anos desde a assinatura do Tratado de Paz que sancionou a perda dos territórios do Adriático Oriental. No dia 10 de fevereiro, data em que o Tratado foi assinado, recordamos a tragédia dos italianos e de todas as vítimas das foibe, o êxodo de suas terras dos istrianos, fiumanos e dálmatas no período do pós-guerra, bem como a complexa história da fronteira oriental.
“Devemos construir, por meio do sacrifício deles, um caminho de paz. A Europa uniu países que estiveram em guerra entre si por décadas e até por séculos. A Europa é o resultado positivo que conseguimos construir. Precisamos garantir que esse percurso continue também nos Bálcãs”, destacou o ministro Tajani em uma mensagem em vídeo por ocasião da data comemorativa. “Neste ano, lembramos as muitas crianças assassinadas durante a limpeza étnica. E, junto com elas, recordamos as crianças que ainda hoje são vítimas das guerras: em Gaza, no Sudão, na Ucrânia e em tantas outras partes do mundo onde pessoas sem qualquer responsabilidade são mortas”, continuou Tajani em sua mensagem.
A coincidência, neste ano, com os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, símbolo de paz e convivência, confere um valor especial e um profundo significado ao Dia da Memória. Nesse espírito, uma homenagem especial deve ser prestada aos atletas que, partindo da Ístria, de Fiume e da Dalmácia, representaram a Itália em competições esportivas de alto nível, alcançando grandes resultados e demonstrando da melhor forma o amor à Pátria.
As representações diplomáticas e os consulados italianos unem-se às iniciativas das Associações de Exilados no mundo, para tornar tangível a proximidade das instituições com aqueles que tiveram de deixar suas casas e reconstruir suas vidas, inclusive longe da Itália.
Por ocasião da data, a inscrição “Io Ricordo” iluminará hoje o Palácio da Farnesina.