﻿{"id":1224,"date":"2023-04-21T16:14:59","date_gmt":"2023-04-21T19:14:59","guid":{"rendered":"https:\/\/ambbrasilia.esteri.it\/italia-e-brasile\/diplomazia-scientifica\/cooperazione-scientifica-e-tecnologica-fra-italia-e-brasile\/"},"modified":"2023-06-23T13:28:59","modified_gmt":"2023-06-23T16:28:59","slug":"cooperazione-scientifica-e-tecnologica-fra-italia-e-brasile","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ambbrasilia.esteri.it\/pt\/italia-e-brasile\/diplomazia-scientifica\/cooperazione-scientifica-e-tecnologica-fra-italia-e-brasile\/","title":{"rendered":"Coopera\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica e Tecnol\u00f3gica entre It\u00e1lia e Brasil"},"content":{"rendered":"<p>A coopera\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica \u00e9 de grande import\u00e2ncia para os dois pa\u00edses, considerando os la\u00e7os que unem Italia e Brasil e os importantes interesses econ\u00f4micos baseados na inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. A coopera\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica \u00e9 baseada em dois componentes, industrial e acad\u00eamico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Coopera\u00e7\u00e3o Industrial<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>Algumas empresas italianas de alta tecnologia criaram empresas brasileiras que competem no mercado gra\u00e7as ao valor agregado da inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. Dentre as principais, podemos citar a STELLANTIS, nascida da fus\u00e3o entre os grupos Fiat Chrysler e PSA, TIM, ENEL, LEONARDO, LUXOTTICA, CHN Industrial.<\/p>\n<p>LEONARDO contribui para o desenvolvimento do Brasil h\u00e1 mais de quarenta anos, fornecendo ao CEMADEN (Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais) seus radares meteorol\u00f3gicos. Al\u00e9m disso, sua controlada Telespazio est\u00e1 presente desde 1997. Ao longo dos anos, tamb\u00e9m com a constru\u00e7\u00e3o de uma empresa local com sede no Rio de Janeiro, tornou-se um dos principais provedores brasileiros de servi\u00e7os via sat\u00e9lite. A Telespazio Brasil tamb\u00e9m contribuiu para o sucesso do programa brasileiro SGDC (Sat\u00e9lite Geoestacion\u00e1rio de Defesa e Comunica\u00e7\u00f5es Estrat\u00e9gicas), que em 2017 lan\u00e7ou um sat\u00e9lite de telecomunica\u00e7\u00f5es de uso duplo.<\/p>\n<p>Algumas empresas instalaram centros de pesquisa no Brasil, como a STELLANTIS, que montou o Tech Center, uma evolu\u00e7\u00e3o do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Giovanni Agnelli. A Stellantis tamb\u00e9m est\u00e1 estruturando o programa BIOELECTRO no Brasil, cujo objetivo \u00e9 desenvolver o ve\u00edculo h\u00edbrido brasileiro, que combina o sistema el\u00e9trico com o uso de etanol. A estrat\u00e9gia da Stellantis \u00e9 articular um ecossistema de inova\u00e7\u00e3o, reunindo parceiros de universidades, fornecedores, institutos de pesquisa, incubadoras, startups, entre outros, para desenvolver solu\u00e7\u00f5es que possam ser implementadas e fabricadas no Brasil.<\/p>\n<p>Outros centros de pesquisa s\u00e3o o PIRELLI-Centro de pesquisa e desenvolvimento, em Santo Andr\u00e9, e a Prometeon, empresa especializada na produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de pneus da marca PIRELLI, nascida do spin-off da divis\u00e3o industrial de pneus da PIRELLI Tyre, que\u00a0 abriu dois centros de pesquisa e desenvolvimento no Brasil, onde pesquisadores e engenheiros aliam conhecimento consolidado \u00e0 criatividade de jovens e startups.<\/p>\n<p>O ENDESA-Centro de Monitoramento e Pesquisa \u00e9 o centro de pesquisa em energia vinculado \u00e0 Enel, que por sua vez estabeleceu seu Centro de Pesquisa Inova\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento (CRISE), no Rio de Janeiro, e o Centro de Excel\u00eancia do Grupo Prysmian, em Sorocaba, S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Coopera\u00e7\u00e3o acad\u00eamica<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>As Universidades italianas \u00e9 muito ativo na proposi\u00e7\u00e3o e no desenvolvimento de pol\u00edticas de coopera\u00e7\u00e3o com o mundo cient\u00edfico brasileiro por meio da estipula\u00e7\u00e3o de acordos de coopera\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Existe uma coopera\u00e7\u00e3o s\u00f3lida e crescente entre as universidades italianas e brasileiras que abrange as v\u00e1rias \u00e1reas do conhecimento e que segue interesses gerais e espec\u00edficos. O mapeamento de conv\u00eanios entre universidades e centros de pesquisa italianos e brasileiros \u00e9 uma opera\u00e7\u00e3o complexa dependendo da variedade de partes contratantes (Reitoras, Departamentos, Institutos, projetos individuais e \/ ou docentes, etc.), de sua natureza din\u00e2mica, do perfil do tempo (data de ativa\u00e7\u00e3o, expira\u00e7\u00e3o, renova\u00e7\u00f5es). Os acordos gerais, tipicamente entre universidades, s\u00e3o frequentemente memorandos de entendimento relativos \u00e0 mobilidade de investigadores e estudantes, na perspectiva do desenvolvimento de projectos comuns. Em todos os casos, a quest\u00e3o dos recursos financeiros \u00e9 central, muitas vezes \u00e9 declarado que os acordos n\u00e3o s\u00e3o onerosos para as partes que buscar\u00e3o fontes de financiamento ad hoc. No caso de mobilidade dos pesquisadores, normalmente \u00e9 especificado que as despesas de viagem s\u00e3o custeadas pela Universidade do pesquisador e as despesas de acomoda\u00e7\u00e3o s\u00e3o suportadas pela institui\u00e7\u00e3o de acolhimento. No caso da mobilidade estudantil, muitas vezes \u00e9 especificado que est\u00e3o isentos de propinas, j\u00e1 pagas na universidade de origem. A disponibilidade de recursos as vezes limita a implementa\u00e7\u00e3o desses acordos que, do lado brasileiro, geralmente contam com o apoio de entidades estatais e governamentais, enquanto, do lado italiano, os recursos financeiros dos diversos programas s\u00e3o geralmente suportados pelo or\u00e7amento das universidades. Os acordos entre departamentos \/ institutos da It\u00e1lia e do Brasil focam em projetos de pesquisa conjuntos e em mobilidade, freq\u00fcentemente enquadrados em projetos definidos e financiados.<\/p>\n<p>A lista dos conv\u00eanios comunicados pela Universidade e pelo CNR est\u00e1 dispon\u00edvel no site do CINECA http:\/\/accordi-internazionali.cineca.it. Do in\u00edcio do 2007 at\u00e9 o momento, existem cerca de 1000 conv\u00eanios entre universidades e centros de pesquisa italianos e brasileiros, 200 dos quais foram assinados no tri\u00eanio 2018-20. Esses conv\u00eanios abrangem todas as macro\u00e1reas do conhecimento: Ci\u00eancias F\u00edsicas e Engenharia (PE), Ci\u00eancias da Vida (LS) e Ci\u00eancias Sociais e Humanas (SH).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Acordo de Mobilidade Confap It\u00e1lia<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>A experi\u00eancia da rede Ci\u00eancia sem Fronteiras It\u00e1lia (SSFI) foi a base para a constitui\u00e7\u00e3o de uma rede de 19 membros, 18 Universidades e 1 Centro de Investiga\u00e7\u00e3o, e com delega\u00e7\u00e3o \u00e0 Universidade de Bolonha que, em 2017, assinou com o CONFAP, o Conselho Nacional de Funda\u00e7\u00f5es de Amparo \u00e0 Pesquisa, conv\u00eanio denominado Mobility Confap It\u00e1lia (MCI). Este acordo (http:\/\/www.mci.unibo.it\/en; http:\/\/confap.org.br\/news\/mobility-confap-italy-call-mci\/) ap\u00f3ia a mobilidade em n\u00edvel de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o (Mestrado, Doutorado, P\u00f3s-doutorado) para todos os setores cient\u00edficos, Ci\u00eancias Sociais e Humanas (SH), Ci\u00eancias F\u00edsicas e Engenharia (PE), Ci\u00eancias da Vida (LS). Em particular, visa apoiar a colabora\u00e7\u00e3o efetiva entre o CONFAP e a rede MCI para promover a coopera\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica entre os dois pa\u00edses por meio da mobilidade.<\/p>\n<p>Do lado brasileiro, a convocat\u00f3ria anual \u00e9 lan\u00e7ada pelo CONFAP em nome das 22 FAPs que aderem ao acordo, enquanto do lado italiano as bolsas s\u00e3o disponibilizadas pelas universidades individuais participantes da rede MCI. Os candidatos italianos que participam de doutorados sandu\u00edche, mestrado e p\u00f3s-doutorado devem estar matriculados em uma institui\u00e7\u00e3o da rede e podem se inscrever para um per\u00edodo de pesquisa compat\u00edvel com seu n\u00edvel acad\u00eamico. Os candidatos brasileiros devem primeiro entrar em contato com uma das universidades italianas da rede e solicitar uma carta de aceita\u00e7\u00e3o. Em seguida, devem se inscrever no CONFAP, para obter uma bolsa concedida pela FAP competente para o territ\u00f3rio onde o candidato reside.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, foram tr\u00eas edi\u00e7\u00f5es da convocat\u00f3ria (2017, 2018, 2019).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A coopera\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica \u00e9 de grande import\u00e2ncia para os dois pa\u00edses, considerando os la\u00e7os que unem Italia e Brasil e os importantes interesses econ\u00f4micos baseados na inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. 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